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La Fontaine e a Educação Financeira

06 dez La Fontaine e a Educação Financeira

A Cigarra e a Formiga é uma das fabulas infantis mais famosas de todos os tempos. Esta conta uma história muito simples, que é repetida para as crianças do mundo todo desde o século 17.

Resumindo o enredo:

É a história de uma cigarra que canta durante o verão, enquanto a formiga trabalha acumulando provisões em seu formigueiro. No inverno, desamparada, a cigarra vai pedir abrigo à formiga. Esta pergunta o que a outra fez durante todo o verão. – “Eu cantei”, responde a cigarra. – “Então agora, dance”, rebate a formiga, deixando-a do lado de fora.

A mensagem é simples, entretanto, muito forte, foi também interpretado pela famosa boneca Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo de Monteiro Lobato.


Resumo da mensagem de Educação Financeira.


Se levarmos a sério os ciclos econômicos e que eles se alternam saberemos de antemão que o verão (Fartura de recursos) irá acabar e o Inverno certamente chegará (Recessão).

A maioria da sociedade vive num paradigma de eterno verão e ignora o inverno que cedo ou tarde chegará.

A postura da formiga na fabula é uma sugestão de filosofia de vida, principalmente financeira e deveria ser seguida por todo mundo que se importa com o dia de amanhã.

A formiga pode ser interpretada para outra áreas da vida comum, como: saúde, educação e relacionamentos em geral. Até para vida útil do pneu do seu carro, a bendita da formiguinha poderá lhe ser útil.

A expressão inglesa “save for a rainy day” (Guarde para os dias de chuva) é também uma perfeita interpretação de La Fontaine.

O leitor que chegou até aqui deve estar se perguntando o porquê estarmos nos alongando sobre um assunto tão simples. A resposta também é simples:

– Por mais simples que este texto vos pareça, constitui um dos maiores desafios de educação financeira de todos os tempos, compreender e trabalhar com a sabedoria da formiguinha.

Segue abaixo o vídeo e o texto original interpretado da formiguinha.
Mostre para seu filho(a).

A CIGARRA E A FORMIGA (La Fontaine)
A cigarra, sem pensar
em guardar,
a cantar passou o verão.
Eis que chega o inverno, e então,
sem provisão na despensa,
como saída, ela pensa
em recorrer a uma amiga:
sua vizinha, a formiga,
pedindo a ela, emprestado,
algum grão, qualquer bocado,
até o bom tempo voltar.
“Antes de agosto chegar,
pode estar certa a senhora:
pago com juros, sem mora.”
Obsequiosa, certamente,
a formiga não seria.
“Que fizeste até outro dia?”
perguntou à imprevidente.
“Eu cantava, sim, Senhora,
noite e dia, sem tristeza.”
“Tu cantavas? Que beleza!
Muito bem: pois dança agora…”
Do livro Fábulas de La Fontaine, 1992.
SEM BARRA (José Paulo Paes)

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