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Socialização da Bolha Financeira Americana

14 nov Socialização da Bolha Financeira Americana

Estamos finalmente diante da explicação econômica, que demonstra os resultados da socialização do rombo financeiro, da crise de 2008.

É comumente sabido que foram injetados trilhões de Dólares, primeiramente pelos USA e em seguida pela Europa, nos bancos para evitar a quebradeira geral. Tudo isso detonado pelos créditos podres do sistema imobiliário americano.

A operação de salvamento dos dois lados do atlântico impediu o pior naquele momento.

Funcionou como um super paraquedas que amorteceu a derrocada abrupta do mercado.

Hoje, aproximadamente 8 anos após o quase desastre, sabemos que as economias dos dois lados do Atlântico ainda sofrem uma profunda prostração por consequência da ressaca de 2008. Os juros baixíssimos das grandes economias evidenciam isso.

Até aqui nada novo neste texto, todos sabemos desta fábula financeira do começo do século XXI!

O que agora fica claro é o seguinte:

O fato dos governos terem esvaziado seus cofres para salvarem os bancos e algumas fábricas automotivas, mesmo que tenham, no caso dos EUA, sido ressarcidos e até obtido algum lucro, não corrigiu o modelo de negócio anteriormente desastroso.

Salvaram-se os predadores da extinção, como numa segunda chance para os dinossauros!

“Neste cenário somente nos EUA, JPMorgan, Bank of America, Citigroup, Wells Fargo & Co., Goldman Sachs e Morgan Stanley receberam 160 bilhões de dólares do governo e mais 460 bilhões do Fed.”(Banco Central Americano).

O resultado disso teve como consequência: a prostração econômica das grandes economias.

Os dinossauros, sabendo do porquê da sua quase extinção, mudaram drasticamente seus modelos de negócios, e de um dia para o outro, as nações desenvolvidas pararam de prosperar, causando demissão em massa mesmo gozando de uma nova oportunidade.

O modelo de socialização do rombo salvou o capital(acionistas) mas fulminou os empregos de outrora. Simplesmente não faziam mais sentido pois havia falhado anteriormente.

O capital farto, despejado no mercado, não encontraria negócios suficientes em terras nacionais e foram despejados no mercado de ações e no terceiro mundo, exportando assim, todo excedente para os países menos desenvolvidos, consequentemente exportando também a inflação.

O desemprego local, nos EUA e União Europeia, resultado da debandada dos modelos de negócios anteriores a 2008 estão sendo sentidos nas novas eleições, mudando assim os rumos na política, na esperança de recuperar os empregos perdidos pós crise.

A artificialidade da expansão monetária no mercado não são mais suficientes para resolver o problema. Os próximos 8 anos irão nos dizer certamente que erramos tentando acertar, como um pai que impede que um filho seja violentamente afetado pelas consequências de seus atos. Fomos mimados e agora não estamos gostando das consequências dos nossos atos.

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